O Angioedema Hereditário, ou AEH, é uma doença genética rara, que afeta igualmente homens e mulheres. Os sintomas começam a se manifestar logo nos primeiros anos de vida, na maior parte dos casos.
Inchaços súbitos e recorrentes são o principal sintoma do Angioedema Hereditário. Eles acontecem principalmente nas mãos, pés, rosto, vias respiratórias, genitais e abdômen.
A doença não tem cura, mas as crises podem ser controladas com uso de medicamentos e acompanhamento médico.
O Angioedema Hereditário (AEH) é uma doença rara e genética, que causa crises de inchaço na pele, mucosas e órgãos internos. As crises são súbitas e recorrentes.
Os inchaços podem surgir em qualquer parte do corpo, sendo mais comuns nas mãos, pés, rosto, genitais, abdômen e vias respiratórias. Podem durar de algumas horas a vários dias.
As crises de Angioedema Hereditário podem ser muito dolorosas e debilitantes. Em alguns casos, podem colocar a vida do paciente em risco, principalmente quando ocorre nas vias respiratórias.
Como o Angioedema Hereditário é uma doença rara, poucas pessoas no mundo tem essa condição. Segundo o médico imunologista Eli Mansur, 1 a cada 65 mil brasileiros possuem AEH.
Porém, muitas pessoas podem ter esta doença sem saber disso, visto que o AEH é frequentemente subnotificado.
O AEH é uma doença hereditária, ou seja, transmitida de uma geração para a outra. Portanto, se os seus pais possuem essa condição, você tem 50% de chance de herdar o gene mutado e desenvolvê-la também.
O angioedema hereditário é causado por uma mutação no gene C1 esterase inibidor (C1-INH). Esse gene é responsável pelo controle do sistema complemento, uma parte importante do sistema imunológico. Com isso, há um desequilíbrio na liberação de substâncias inflamatórias, como a histamina, o que prova o inchaço característico da doença.
Imagem ilustrativa de pés inchados
Existem dois tipos principais de Angioedema Hereditário:
Quando a mutação genética leva a uma produção reduzida ou não funcional do C1-INH, resultando em uma deficiência absoluta dessa proteína no organismo.
Quando, a mutação genética leva à produção de C1-INH, mas a proteína produzida é disfuncional. Ou seja, mesmo que haja C1-INH presente, ele não consegue cumprir sua função adequadamente.
Embora o AEH seja uma doença genética, alguns fatores que podem desencadear as crises de inchaço:
Nas mulheres, as mudanças hormonais, podem influenciar na frequência e na gravidade dos episódios de angioedema hereditário.
Vale ressaltar que o AEH não possui relação com alergias, apesar de os sintomas serem parecidos em alguns casos.
A duração de uma crise de AEH pode variar de uma pessoa para outra, ou mesmo de um episódio para outro. Além disso, é influenciada por fatores como:
Quem possui AEH deve seguir o plano de tratamento estabelecido pelo médico para diminuir a frequência e intensidade das crises.
Imagem ilustrativa de lábios inchados
Os sintomas do AEH podem variar de um paciente para o outro. Por exemplo: alguns pacientes podem experimentar episódios leves e esporádicos, enquanto outros têm episódios mais frequentes e graves. Além disso, os inchaços podem ocorrer em diferentes partes do corpo.
É o sintoma mais característico do AEH e ocorre em qualquer parte do corpo. O inchaço é muitas vezes doloroso e pode durar de algumas horas a vários dias, dependendo da gravidade do episódio.
Os lábios e as pálpebras superiores são áreas frequentemente afetadas pelo AEH. Quando o inchaço atinge o rosto, pode causar uma aparência distorcida e desconfortável. Com isso, o AEH pode também afetar a autoestima dos pacientes.
É o sintoma mais preocupante do AEH. Quando o inchaço acontece na língua ou na garganta, o paciente pode sentir dificuldade para engolir e respirar. Além disso, existe o risco das vias respiratórias serem obstruídas, o que pode ser fatal.
Em algumas pessoas, as crises de inchaço do AEH ocorrem no abdômen e causam dores intensas. Isso ocorre devido ao inchaço dos órgãos internos.
O diagnóstico preciso de AEH é fundamental para administrar os sintomas desta doença rara. Entre os métodos utilizados para identificar angioedema hereditário temos:
Geralmente, esta é a primeira etapa do processo de diagnóstico de AEH. O paciente realiza uma avaliação clínica com um médico, que vai coletar e analisar informações sobre os sintomas, duração, localização e gatilhos. O histórico familiar também é importante, pois, como vimos, o AEH é uma doença genética.
São utilizados para verificar os níveis de histamina, complemento C4 e C1-INH. Tabém poderão ser testes funcionais para medir a capacidade do C1-INH regular a atividade do sistema complemento.
São os testes que permitem identificar a mutação nos genes, e são especialmente úteis quando a análise do C1-INH é inconclusiva.
Este exame é importante para entender a base genética da doença e o risco de transmissão às gerações futuras do paciente.
Exames de imagem como endoscopia ou ressonância magnética podem ser solicitados dependendo da parte do corpo onde os inchaços ocorrem. Em pacientes com sintomas gastrointestinais, estes exames ajudam o médico a avaliar a extensão do envolvimento dos órgãos internos no edema.
Outra opção é preencher o questionário da Saventic Care, que utiliza algoritmos para estimar a probabilidade AEH. Esta estimativa é feita com base nos sintomas relatados pelo paciente.
Atualmente, não há cura para o AEH, mas existem opções de tratamento que ajudam a controlar as crises.
Os sintomas são diversos e recorrentes há mais de 6 meses.
Alguém da sua família recebeu diagnóstico de doença rara.
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