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ABC da Doença Hunter: Aspectos-chave

A síndrome de Hunter, também conhecida como mucopolissacaridose tipo II (MPS II), é um distúrbio genético raro que afeta principalmente crianças do sexo masculino. Trata-se de uma doença de depósito lisossômico causada pela deficiência da enzima iduronato-2-sulfatase, levando ao acúmulo de certas substâncias nas células do corpo e resultando em diversos problemas de saúde.

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Imagem: MPS Society

A Síndrome de Hunter em números

De acordo com estudos médicos, a síndrome de Hunter tem uma incidência global de aproximadamente 1 caso a cada 100.000 a 170.000 nascimentos masculinos. Na América Latina, a incidência varia entre 1 a cada 140.000 a 156.000 nascimentos. No Brasil, estudos indicam que a doença é detectada em aproximadamente 1 a cada 120.000 nascimentos masculinos, destacando a importância do diagnóstico precoce na região.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas podem variar em gravidade, mas geralmente aparecem entre os 2 e 4 anos de idade. Os principais sintomas incluem:

  • Traços faciais grosseiros: Nariz largo, lábios grossos e língua grande.
  • Atraso no desenvolvimento: Dificuldades de aprendizagem e problemas de comportamento podem ocorrer.
  • Anomalias esqueléticas: Baixa estatura, rigidez nas articulações e deformidades ósseas.
  • Hepatoesplenomegalia: Aumento do fígado e do baço.
  • Problemas respiratórios: Apneia do sono e infecções respiratórias frequentes.
  • Dificuldades auditivas e visuais: Perda auditiva e opacidade da córnea.
  • Cardiopatias: Espessamento das válvulas cardíacas.

É importante destacar que há duas formas da síndrome de Hunter: atenuada e grave. Na forma grave, os sintomas progridem rapidamente, podendo reduzir a expectativa de vida.

Qual especialista procurar para diagnóstico e tratamento?

Se houver suspeita da síndrome de Hunter, é essencial procurar especialistas para um diagnóstico precoce e manejo adequado. Os principais especialistas envolvidos são:

  • Geneticistas, que realizam testes genéticos confirmatórios.
  • Pediatras, que identificam os primeiros sintomas.
  • Neurologistas, que monitoram a função cognitiva.
  • Ortopedistas, que tratam distúrbios esqueléticos e articulares.
  • Cardiologistas e otorrinolaringologistas, que avaliam sintomas associados.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da doença de Hunter é feito por meio de testes enzimáticos e estudos genéticos. Embora ainda não exista cura, alguns tratamentos podem melhorar a qualidade de vida dos pacientes, tais como:

  • Terapia de reposição enzimática (TRE): Alivia os sintomas somáticos.
  • Cirurgias ortopédicas: Para corrigir problemas esqueléticos.
  • Fisioterapia: Para melhorar as habilidades motoras.

Mulheres com risco de serem portadoras – ou seja, mães de pacientes diagnosticados com Hunter – devem realizar testes genéticos, pois a MPS II é uma doença recessiva ligada ao cromossomo X. Portadoras podem transmitir o distúrbio para 50% de seus descendentes.

Redes de apoio e fundações

Para os pacientes e suas famílias, o acesso a redes de apoio é essencial. Algumas organizações e fundações que oferecem informações e assistência incluem:

Essas organizações oferecem informações, suporte emocional, aconselhamento médico e recursos para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com a síndrome de Hunter e seus familiares.

Referências

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Os sintomas são diversos e recorrentes há mais de 6 meses.

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Alguém da sua família recebeu diagnóstico de doença rara.

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